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Como uma deepfake pode impactar sua candidatura?

Veja como o uso de notícias falsas como estratégia para atingir candidaturas pode impactar sua campanha

Considerada uma nova forma de desinformação, a deepfake utiliza a inteligência artificial para criar vídeos falsos que possam se passar por verdadeiros. Desde que a deepfake do ex-presidente norte-americano Barack Obama veio a público, em 2018, pesquisadores políticos têm buscado examinar os possíveis impactos desse tipo de conteúdo falso para a saúde das democracias.

E você, sabe como uma deepfake pode impactar a sua campanha eleitoral?

É preciso ter clareza de que sua candidatura pode desencadear campanhas caluniosas por parte de seus opositores. O uso de notícias falsas como estratégia para atingir candidaturas foi fortemente utilizado no último pleito, e embora a técnica de manipulação seja trabalhosa e complexa, é possível fazer um deepfake “ruim” ou “mal feito” se passar por crível aos olhos dos votantes leigos.

Wesley Mendonça, consultor de marketing político, alerta que não é preciso usar tanta tecnologia para criar uma situação de desinformação. Há não muito tempo um vídeo da Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, ao ser desacelerado, dava a entender que a líder democrata estava bêbada enquanto discursava; o caso mostra que é possível propagar a desinformação sem fazer uso de inteligência artificial.

Wesley Mendonça - Marketing Político
ELEITORES DESPREPARADOS

Sabe-se que definir o que é real e o que é falso está cada vez mais trabalhoso no ambiente digital. De acordo com pesquisa recente da empresa de segurança digital Kaspersky, 66% dos brasileiros não sabem o que é um deepfake, enquanto 7 em cada 10 não saberiam reconhecer um vídeo que tenha utilizado a técnica.

Segundo Mendonça, as deepfakes estimulam eleitores a crer que qualquer informação do universo digital é, no fundo, enganosa - o que desestimula a análise atenta da imagem de vídeos suspeitos.



O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO?

Em termos legais, os deepfakes flutuam em uma zona cinzenta de falta de regulamentação. Embora a tecnologia não existisse na época em que essa definição foi criada, a interpretação da lei pode variar conforme o tempo.

Os deepfakes esbarraram no conceito de “trucagem” estabelecido na lei 9.504, que proíbe o uso de “montagens” em campanhas políticas, seja para ridicularizar ou beneficiar um candidato.


COMO EDUCAR O ELEITORADO?

Listamos quatro aspectos importantes para preparar sua base de eleitores para reconhecer e combater futuras campanhas de desinformação. Nossa primeira orientação é: pause o vídeo, observe atentamente a imagem e busque cada um desse indícios:

1. Contorno do rosto de cores diferentes: No contorno do rosto, é possível perceber diferenças de tonalidade na cor de pele? O principal desafio da pós-produção de deepfakes tem a ver com suavizar a transição entre o desenho do rosto do chamado “host” (o ator ou pessoa que terá o rosto substituído) e a personalidade que está sendo imitada.

2. Acessórios que não combinam: Observe com cuidado acessórios, como brincos, pois muitas vezes os deepfakes substituem as jóias apenas de um dos lados da orelha, deixando o personagem descombinado.

3. Atenção aos olhos: O padrão de piscadas dos deepfakes pode ficar esquisito e inconsistente.

4. Óculos são mais difíceis de manipular: Os reflexos da lente são difíceis de replicar ou remover em deepfakes e podem ser indícios de fraude. A maneira mais eficiente de proteger uma pessoa de ser transformada em deepfake, é colocar um óculos nela.

A maior aliada contra a desinformação é a checagem dos fatos. Clique no botão abaixo e leia mais artigos como este:

Posicionamento e marca política

A propaganda política e a imagem sempre foram presentes nas democracias. Veja como posicionar e definir sua marca política

Você é capaz de enumerar com poucas palavras as características que compõem a sua marca política? Ou sabe dizer quais atributos podem surgir na mente do eleitor ao ouvir seu nome? No artigo desta semana abordaremos os aspectos de uma das ferramentas mais importantes da corrida eleitoral.

Mais do que estabelecer uma comunicação clara e direta do político com o eleitorado, o marketing político visa alcançar os objetivos dos partidos políticos e de seus candidatos por meio de um conjunto de comportamentos e estratégias.

Para Wesley Mendonça, consultor de marketing político, o branding é uma ferramenta eficaz para conectar pessoas que possuem crenças, causas e ideias em comum para uma mesma comunidade. “Quando os princípios de comunicação usados para gerir marcas são aplicados às campanhas políticas podemos definir a identidade da marca do político, o tom e a voz do discurso e, sem sombra de dúvidas, o propósito que irá unificar o eleitorado", completa.

A  propaganda  política  e  a  imagem  sempre  foram  presentes nas  democracias. A imagem tem se tornado tema central para a construção de conexões de simpatia e consciência na tripartição dos poderes brasileiros. Nos últimos anos pudemos observar um crescimento expressivo do número de candidatos eleitos preocupados com a forma de agir diante do público e no ambiente digital.

Para os estudiosos do assunto, isso se deve porque os olhos são como extensões do nosso cérebro e, deste modo, as imagens processadas geram reconhecimento de informações congruentes com o discurso político.

Wesley Mendonça - Marketing Político
MARKETING POLÍTICO

O planejamento de marketing político não se atém somente à comunicação dos   políticos com seus eleitores, mas a todo o conjunto de comportamentos e  estratégias para alcançar o objetivo dos partidos e de seus candidatos.

Marca política é um conjunto composto pelo nome do partido, o seu logo, as que o compõem e a história do partido. Características essas que também impactam a construção da marca do político, formada pelas impressões que são passadas à população por meio das formas e canais utilizados para se comunicar.



CONSTRUÇÃO DA IMAGEM

Conhecidos estes conceitos importantes, veja a seguir algumas possibilidades para elaborar um posicionamento coerente para a sua marca política.

As campanhas políticas apostam cada vez mais em enquadramentos visuais e roteiros que beneficiam o candidato e suas propostas. Para Wesley, “por meio do posicionamento adequado, do corte de câmera e das ações de edição é possível moldar as impressões e emocionar o público que irá assistir o material veiculado no pré e pós-campanha”.

O consultor de marketing político diz ainda que a aparência é um fator importante para a construção da personalidade do candidato e do seu partido, e essa imagem deve estar alinhada aos valores, propósitos e a visão defendidos durante o mandato.

Importante: Como dissemos em artigos anteriores, para criar um posicionamento eficaz e definir o tom de voz mais assertivo é preciso, entre outras coisas, conhecer muito bem quem é seu público.


IMAGEM X DISCURSO

Alguns políticos insistem em questionar a eficácia do marketing no ambiente político, argumentando que tais ferramentas reduzem a importância das mensagens passadas aos eleitores em detrimento da valorização da imagem.

Contudo, imagem e discurso não devem ser tratados como dualidades, mas sim como complementos importantes para influenciar a decisão dos eleitores, assim como a imagem do partido.

Existe algum outro tema com o qual a gente possa te ajudar?

As federações podem impactar sua candidatura?

Conversamos com Wesley Mendonça para esclarecer os impactos das federações partidárias na corrida eleitoral de 2024

Devido ao elevado número de partidos políticos no Brasil, as federações partidárias surgiram com a finalidade de incentivar a união entre siglas para apoiar qualquer cargo nas eleições majoritárias, bem como nas proporcionais. Neste modelo os partidos federados conservarão seus respectivos nomes, siglas, números, filiados, e o acesso aos recursos do Fundo Partidário ou do Fundo Especial para Financiamento de Campanha (FEFC).

Além de alterar a forma como as legendas estavam negociando possíveis alianças, a criação das federações também despertou a atenção dos candidatos às eleições municipais e estaduais de 2024 para os eventuais desacordos entre os partidos locais e a determinação das cúpulas nacionais. Conversamos com o consultor de marketing político Wesley Mendonça para esclarecer os impactos das federações partidárias na corrida eleitoral de 2024.

Wesley Mendonça - Marketing Político
MAIS ATENÇÃO ÀS FILIAÇÕES

A partir de agora cada federação deve ser entendida como se fosse um partido. Nesse sentido, para todos os efeitos de proporcionalidade partidária, como para a distribuição das comissões, cada federação deverá ser tratada como uma bancada.

Tendo em vista a obrigatoriedade de permanecer em um mesmo bloco e a necessidade de tornar a atuação política ainda mais próxima, os candidatos às eleições municipais e estaduais de 2024 deverão conversar muito mais, antes de bater o martelo a respeito das próprias filiações.



PODE HAVER RUPTURA?

Apesar da vigência por prazo indeterminado, as legendas que se unirem em uma federação deverão permanecer na nova instituição por, no mínimo, quatro anos. A possibilidade de ocorrerem rupturas existe, mas Mendonça alerta que a agremiação que se desligar antes do prazo determinado não poderá ingressar em outra federação e, ainda, não poderá celebrar coligação nas duas eleições seguintes - circunstância que pode afetar negativamente a governabilidade do candidato eleito.


USO DO FUNDO PARTIDÁRIO

O consultor de marketing político esclarece que a federação que se desligar também não poderá utilizar o Fundo Partidário durante o tempo que faltar para completar os quatro anos em que deveria estar na federação.

No entanto, a exceção a essa regra ocorre no caso de a federação ser extinta apenas porque os partidos que a compõem irão se fundir ou, então, porque um deles irá incorporar os demais.


ELEIÇÕES DE 2024

Os partidos que decidirem ingressar em uma federação serão aliados nacionalmente, mas também estarão juntos nas disputas estaduais e municipais, o que os obriga a pensar mudanças nas articulações para sanar arestas regionais.

“Os pré-candidatos aos cargos municipais e estaduais de 2024 devem se lembrar que cada federação que vier a ser formada durará, pelo menos, por quatro anos. Sendo assim, os partidos federados estarão juntos nas eleições municipais de 2024 e você deve avaliar os impactos destas agremiações para a sua campanha eleitoral ”, diz Mendonça.


EXISTEM DESVANTAGENS

Como mencionado, nas federações os partidos são obrigados a se unir de cima a baixo, condição essa que pode tornar difícil a articulação nas áreas regionais, estaduais e municipais para estabelecer as uniões que vinham sendo estabelecidas.

A obrigatoriedade de permanecer em um mesmo bloco deve estimular junções mais assertivas entre os partidos que possuem afinidades programáticas. Desta forma, a medida pode diminuir o risco de o eleitorado eleger candidatos com ideologias opostas, como ocorria nas coligações em eleições proporcionais.

Por fim, a mudança não irá atrapalhar os eleitores, que votarão "como votavam anteriormente, quando já tinham uma coligação”. Nas próximas eleições, os feitos das federações partidárias: a união de partidos e seus filiados em torno de programas com coerência nacional. 

O que muda com as federações partidárias?

Entenda como as federações partidárias impactam as eleições

Com a aprovação da reforma eleitoral pelo Congresso e a proibição das coligações, pela primeira vez, as eleições brasileiras vão contar com a possibilidade de candidaturas apoiadas por federações partidárias.

Diferente do modelo anterior, a federação obriga os partidos a ficarem unidos por todos os quatro anos da legislatura - o que requer muita conversa antes de bater o martelo.

Até o presente momento muita gente está negociando, mas poucos acordos foram fechados. Continue a leitura e entenda como as federações partidárias impactam as eleições.


BOTE SALVA-VIDAS

A união de partidos em federações foi instituída pelo Congresso Nacional na reforma eleitoral de 2021 com o objetivo de permitir às legendas atuarem de forma unificada em todo o país, como um teste para eventuais fusões e incorporações. A norma confere às federações personalidade jurídica distinta dos partidos que a compõem e também garante que as cotas de gênero sejam observadas.

Em termos simples, a federação pode funcionar como uma espécie de bote salva-vidas contra a cláusula de barreira, também conhecida como patamar eleitoral, para que as legendas possam acessar o fundo partidário e o tempo de propaganda no rádio e na televisão.

A cláusula é um dispositivo legal que restringe ou impede a atuação parlamentar de um partido que não alcança um determinado percentual de votos. Por vezes, a regra pode ser um empecilho para os partidos médios e pequenos; em 2018, 14 partidos dos mais de 30 existentes, não conseguiram superá-la.
Wesley Mendonça - Marketing Político
COLIGAÇÃO E FEDERAÇÃO

Basicamente, a coligação é um arranjo eleitoral entre dois ou mais partidos com ideias afins que pode ser desfeito no dia seguinte à eleição, sendo uma união que visa elevar as chances dos partidários sem a obrigatoriedade de manter a junta. A federação veio para suplantar o fim das coligações.

Diferentemente das coligações, as federações terão vigência por prazo indeterminado, e os partidos federados conservarão seus respectivos nomes, siglas, números, filiados, e o acesso aos recursos do Fundo Partidário ou do Fundo Especial para Financiamento de Campanha (FEFC).

Outro ponto a ser observado é o dever de prestar contas dos recursos públicos que recebem. A federação partidária não altera a responsabilidade de demonstrar o que foi feito com os recursos públicos.


PRAZO INDETERMINADO

Apesar da vigência por prazo indeterminado, as legendas que se unirem em uma federação devem permanecer na nova instituição por, no mínimo, quatro anos.

A agremiação que se desligar antes desse prazo não poderá ingressar em outra federação e, ainda, não poderá celebrar coligação nas duas eleições seguintes.

Para Wesley Mendonça, consultor de marketing político, a obrigatoriedade de permanecer em um mesmo bloco irá estimular junções mais assertivas entre os partidos que possuem afinidades programáticas. Desta forma, a medida pode diminuir o risco de o eleitorado eleger candidatos com ideologias opostas, como ocorria nas coligações em eleições proporcionais.


ELEIÇÕES DE 2022

Segundo a resolução, dois ou mais partidos com registro no TSE poderão reunir-se em federação, com abrangência nacional, sendo registrados conjuntamente pela Justiça Eleitoral.

Para as Eleições Gerais de 2022, foi estabelecida uma regra transitória, em que os pedidos de formação de federação devem ser apresentados até 1º de março.

Ainda possui dúvidas sobre as diferenças entre federações partidárias e coligações?

Monark: o que é possível aprender sobre gestão de crise?

Saiba se posicionar antes, durante e após uma crise de imagem

Os acontecimentos da última semana mostraram que é um erro pensar que uma pessoa pública não pode ser atingida por uma crise. Todo e qualquer indivíduo que deseje ingressar na carreira política está sujeito a problemas envolvendo sua imagem.

Apesar de indesejada, uma crise de imagem pode ser revertida por uma assessoria preparada para identificar a ocorrência e implementar um bom gerenciamento de crise, adotando um plano de emergência com boas práticas.
Wesley Mendonça - Marketing Político
1 MINUTO PARA PERDER TUDO

Na última semana, um caso que ganhou a internet demonstrou como apenas 1 minuto dentro de um podcast de 4 horas foi suficiente para pôr abaixo a carreira de uma pessoa pública.

No 7 de fevereiro, durante a gravação do programa ‘Flow Podcast’ junto dos convidados e deputados Tábata Amaral e Kim Kataguri o youtuber e apresentador Bruno Aiub (conhecido como Monark) fez sua defesa da legalidade de um partido nazista no Brasil.

O trecho com apologia ao nazismo subiu para os assuntos mais comentados do Twitter, com mais de 549 mil menções e enorme repercussão negativa. Em comunicado, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) retirou do Flow Sport Club, programa de esportes da empresa, os direitos de transmissão do campeonato carioca de futebol. Outras 17 marcas também retiraram o patrocínio da empresa.

Se não bastasse o prejuízo de ordem financeira, mais de 30 pessoas que já haviam ido ao programa solicitaram que suas entrevistas fossem removidas do canal. Foi o caso de Dan Stulbach, Tico Santa Cruz, Gabriela Prioli, Benjamin Back, Lucas Silveira, MV Bill, João Gordo e Diogo Defante.


CRISE DE IMAGEM POLÍTICA

Afinal, o que fazer durante uma crise de imagem? Será que é possível reduzir os comentários sobre o caso? Ou, pelo contrário, é melhor assumir os problemas publicamente? E qual é o papel das redes sociais nessa história toda?

O episódio da última semana revelou como a maior parte das pessoas públicas reagem diante de momentos de insegurança: ficam sem saber como proceder.

Uma crise de imagem pública é qualquer acontecimento ou sequência de eventos com capacidade de abalar a imagem do político diante dos eleitores e seus pares da carreira pública, ao criar incertezas e ameaças aos objetivos estabelecidos para o mandato.

Por mais idôneo que seja, e de fato não tenha feito nada de errado, estamos vivenciando um tempo marcado pela veiculação recorrente de fake news e qualquer um pode ter problemas com falas impensadas, boatos e armações.

Uma assessoria treinada para o gerenciamento de crises atua na preservação da imagem e reputação de um político, partido ou candidato. Afinal, sem uma boa imagem perante a opinião pública, a vida e o caminho político não são nada.

Em grande parte dos casos, o trabalho de reconstrução da imagem pode durar muitos anos. Sendo assim, a melhor alternativa é fazer um bom mapeamento dos riscos para identificar todos os possíveis cenários e analisar os adversários.

Os influenciadores e a formação política dos jovens

O marketing de influência é uma ótima maneira de atrair cada vez mais a atenção da fatia mais jovem do eleitorado.

Embora não pareça, cada vez mais a juventude tem buscado engajar-se politicamente por meio de canais não institucionalizados, e assim como muitas outras discussões impulsionadas pela pandemia de Covid-19, o debate sobre política ganhou mais eco nas redes sociais.

Consequentemente, tal comportamento potencializou a politização incidental dos jovens de todo o Brasil, que passaram a consumir informação por meio de conteúdos não politizados nos meios digitais.

Como você deve imaginar, as fontes de informação vão desde perfis de empreendedorismo, beleza e qualidade de vida no Instagram até transmissões ao vivo de games online.


JUVENTUDE E DEMOCRACIA

Para tornar o cenário mais claro, o estudo qualitativo “Juventude e democracia na América Latina” foi realizado recentemente no Brasil, na Argentina e na Colômbia com o objetivo de identificar como as novas gerações têm formado seu posicionamento político a partir da visão dos influenciadores já habituados ao tema e daqueles que decidiram aderir à pauta.

Além da predileção por uma linguagem simples e acessível que possa demonstrar os impactos da política no dia a dia, a pesquisa também mostrou que o raso consumo de informação por meio das manchetes dos portais de notícias é um hábito recorrente entre os entrevistados.

O consumo pouco aprofundado de informação tem causado entre os mais jovens certa dificuldade para identificar a ideia principal do conteúdo político, bem como discernir o que são artigos opiniáticos de análises baseadas em fatos e dados.

Wesley Mendonça - Marketing Político
INFLUENCIADORES E POLÍTICOS

Apesar do ímpeto da juventude, a população mais experiente tem questionado se os mais novos de fato têm poder para mudar a política do Brasil.

Certamente você deve conhecer figuras expressivas que perderam seguidores e patrocinadores por estarem desconectados do combate ao novo coronavírus. Esses ‘cancelamentos’ evidenciam o volume crescente de pessoas engajadas contra deslizes de figuras distantes das discussões políticas.

Nesse sentido, políticos não só podem, como devem, buscar parcerias com influenciadores digitais. Eles são uma ótima maneira de atrair cada vez mais a atenção da fatia mais jovem do eleitorado.


COMO ALCANÇAR OS JOVENS?

Os seguidores confiam nos influenciadores que compartilham dos mesmos valores, e essa ideia também vale para o viés político. A parceria com influenciadores digitais durante a campanha pode ser benéfica para abordar temas importantes para um público que busca consumir conteúdo de forma rápida. Veja a seguir três passos importantes para a sua campanha de marketing de influência:

Linguagem acessível: Aposte em uma linguagem mais comum e informal com conteúdos dinâmicos e de fácil compartilhamento.

Transparência: Partidos e candidatos com posicionamentos transparentes e tidos como coerentes tendem a ser mais aceitos pelo público mais jovem.

Pautas humanitárias: Por fim, o estudo evidenciou que as pautas humanitárias são cada vez mais importantes para o público jovem.

Como em toda campanha de marketing de influência, utilizar influenciadores digitais para engajar o público com suas pautas políticas é preciso ter uma boa estratégia.

4 pilares essenciais para a sua campanha online

Conheça os pilares que devem ser buscados para compor uma plataforma de campanha consistente

A informação mais valiosa para desenvolver o seu marketing digital político é, sem dúvidas, conhecer os pilares essenciais que uma campanha eleitoral de sucesso deve explorar nas plataformas digitais.

Quem deseja ganhar a corrida eleitoral deve manter um diálogo constante com a audiência, e como dissemos anteriormente, para isso não basta criar uma página no Facebook ou um site. No artigo desta semana vamos apresentar a você cada um dos 4 pilares que devem ser buscados para compor uma plataforma de campanha consistente. Confira!


MAS, O QUE É MARKETING POLÍTICO?

A marca pessoal é um fator capaz de diferenciar um indivíduo dos demais ao passo que lapida sua imagem e, para uma pessoa pública, a criação de sua marca política é uma das coisas mais importantes a se fazer.

Alguns querem ser reconhecidos pelo eleitorado como um representante da saúde, da educação ou dos animais. Seja qual for a marca desejada por você, o marketing político pode ajudá-lo a construí-la na percepção do seu eleitorado.

Se você deseja saber mais sobre a construção da marca política, acesse www.wesleymendonca.com.br e conheça as soluções que oferecemos para sua campanha.

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CONSTRUA UMA COMUNIDADE

Fazer parte de uma comunidade possibilita à pessoa pública a força necessária para tocar seus projetos. Para isso, é necessário se aproximar das pessoas e criar um sentimento de comunhão entre elas.

Mídias como o Facebook e o WhatsApp permitem que vários usuários se reúnam para debater e conversar sobre assuntos de seu interesse. Uma estratégia esperta é reunir os eleitores alinhados com a sua movimentação para criar uma comunidade ao redor do seu mandato.


INVISTA EM CONTEÚDO

O terceiro grande objetivo de uma plataforma de campanha é ‘nutrir’ os eleitores com conteúdo e informações relativas ao seu exercício político. Seja por meio de textos opinativos ou vídeos, você poderá atingir 3 grandes alvos na sua campanha.

O primeiro é a educação. É necessário explicar para a comunidade que o elegeu qual a importância de certos projetos.

O segundo é a propagação da sua imagem. Bons conteúdos tendem a ser compartilhados nas redes sociais e propagar a sua imagem.

O terceiro grande objetivo alcançado é a condução de eleitores para a comunidade criada ao redor daquele mandato.


ESTEJA NAS REDES SOCIAIS
 
Por fim, mas não menos importante: é necessário marcar presença nas redes sociais. Uma pessoa pública que não possui presença nas redes sociais não é só negligente com a sua marca política, mas também com a comunicação com a população que o elegeu.

Como você pôde ver, criar uma plataforma de campanha sólida vai muito além de criar uma página no Facebook ou mesmo um site. Ao implementar os 4 pilares apresentados neste artigo você estará mais perto do sucesso nas urnas!

Marketing político: você entende sua importância?

Ter o seu eleitorado sempre por perto é uma das chaves para construir a força necessária para avançar

As eleições de 2022 se aproximam e a essa altura do campeonato as ações de marketing dos pré-candidatos à corrida eleitoral já foram iniciadas.

Nesse sentido, não é raro nos depararmos com candidatos que mal compreendem a importância de uma campanha bem estruturada para um impacto positivo nas urnas, e o crescente uso das redes sociais potencializou esse modus operandi - em que o pré-candidato se apega unicamente às redes sociais, sem uma estratégia definida, ou aposta no boca a boca para toda a divulgação.

Por esse motivo, inauguramos esse espaço para que todos compreendam por meio de artigos, análises e insights o que é marketing político e sua importância para o sucesso de uma carreira política duradoura.


QUEM SERÁ O SEU MENTOR? 

Wesley Mendonça é engenheiro químico pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), pós-graduado em Marketing Político pela Universidade de São Paulo (USP), com vasto know-how em pesquisa eleitoral e consultoria política.

Founder do Grupo Agitta de Comunicações, Wesley Mendonça criou a primeira franquia de gestão de conteúdo do Brasil! A franquia Hojemais foi pensada para oferecer a melhor experiência aos leitores por meio de ferramentas modernas e inteligentes e os melhores resultados para os nossos franqueados.
Wesley Mendonça - Marketing Político
MAS, O QUE É MARKETING POLÍTICO?

Para elucidar essa questão apresento a vocês a melhor definição do conceito expressa pelo cientista político Rubens Figueiredo: o marketing político é o “conjunto de técnicas e procedimentos que tem como objetivos adequar um(a) candidato(a) ao seu eleitorado potencial, procurando fazê-lo, num primeiro momento, conhecido do maior número de eleitores possível”.

O objetivo é possibilitar, por meio de estratégias, que um político possa criar conexões e se comunicar de forma assertiva com o eleitorado que o elegeu e também cativar mais votantes nas eleições posteriores.

Afinal, sem boas ações de marketing político não é possível estabelecer uma comunicação eficiente entre a pessoa política e seus eleitores, e desse modo, a população fica impossibilitada de conhecer as propostas e intenções do candidato - fator esse que dificulta o acompanhamento do trabalho realizado após a eleição.

Ter o seu eleitorado sempre por perto é uma das chaves para construir a força necessária para avançar, tocar projetos e fazer história como um membro do Legislativo ou do executivo. Se há algumas décadas a única maneira de fazer isso era por meio do ativismo e da militância política, hoje as ferramentas digitais e plataformas possibilitam atingir o mesmo resultado de maneiras mais assertivas.

Quer descobrir como elaborar estratégias consistentes e reunir, pouco a pouco, eleitores alinhados com movimentações afirmativas para cultivar um bom mandato? Nos aprofundaremos em cada um dos pilares que constituem o marketing político nos próximos artigos. Até breve!

“Quer ir rápido, vá sozinho. Quer ir longe, vá com Mentor!”

A mentoria lhe ajuda a maximizar seu potencial, desenvolver suas habilidades, aprimorar sua performance e vencer sua eleição.